Cultivando Bromélias - parte 2
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Detalhes do cultivo das Bromelácias
Texto e fotos da Eng.Agr.Miriam Stumpf.

As bromélias espinhentas, rígidas e de folhas estreitas,
folhas cinzentas, avermelhadas ou com centro avermelhado apreciam mais
luz, algumas podem receber sol direto pela manhã ou fim da tarde.
As de folhas macias, verdes, apreciam locais à meia sombra.
A luz
das 13 até às 16 horas, principalmente no verão pode
quase paralisar o crescimento da planta.
É costume em floriculturas
falarem de “bromélia de sol”, na verdade são
poucas que apreciam muito sol, na mata onde estão fixas nos troncos
elas não tem opção e por fotografias pode-se ver o
estado das folhas, muito danificadas, queimadas e judiadas.
Se receberem
a luz do sol coado por folhagens das árvores, sob arbustos, protegidas
do sol forte demais, com certeza ficarão mais bonitas.
Sabe-se que
a bromélia recebeu sol demais quando as folhas começam a
amarelar, o verde fica mais claro, podendo, em casos graves, ficar ressecadas
e queimadas.
Exemplos: Nidularium, meia sombra, Neoregelia, muita luz.
Devemos cuidar para não usar fertilizantes com boro, cloro ou fósforo
em excesso, é o principal item na parte de adubação de
reposição das bromélias.
As plantas têm a capacidade
de absorver com rapidez os nutrientes.
Na mata as que possuem o tanque central,
que fica com água da chuva ou orvalho, tem na poeira, em pequenos insetos
e folhas decompostas seu material de sustento.
As raízes da maioria são necessárias para sua nutrição,
mas também para fixação, já que a maioria cresce
sobre troncos. Menos no gênero Tillandsia, que absorve pelo ar a umidade
e os nutrientes, suas raízes servem somente para fixação.
Todos já devem ter visto aquelas plantas nos fios de energia, que chamamos
de cravo-do-mato.
Seu nome é Tillandsia aeranthus e proliferam com
rapidez, mas não tem substrato nenhum.
Pode ser feita adubação foliar líquida, sempre abaixo
da quantidade recomendada para ornamentais, evitando queimar as plantas.
As
folhas centrais têm grande capacidade de absorção de nutrientes.
Granulados dissolvidos em água e colocados no substrato de Vriesia,
Guzmania e Nidularium serão absorvidos também com eficiência.
Somente que este granulado deverá ser diluído e o líquido
coado antes de colocar no aspersor.
Poderá ser usado o de formulação
NPK 10-4-16, pois a planta necessita de potássio em maior dose.
A adubação
feita na primavera é mais eficiente, pois a planta está em crescimento
maior que no inverno e absorverá e utilizará melhor os nutrientes.
Temperaturas elevadas não são problema para as bromélias,
acostumadas a climas quentes no seu habitat.
Temperaturas baixas no inverno, como ocorre nos estados do sul do país
podem propiciar problemas para as plantas, principalmente em jardins, já que
nas produções o cultivo é feito em estufas. A temperatura
de inverno mais baixa a suportar fica em torno de 12 a 15ºC.
O gênero Guzmania não aprecia muito calor, desenvolve-se melhor na faixa dos
20 a 25ºC.
O local de cultivo em jardim tem mais ar circulante, mas em estufas e viveiros
devemos colocar a orientação do mesmo de modo que os ventos
da região, para que haja o arejamento do espaço interno para
evitar doenças
fúngicas.
A Tillandsia é sensível a ambientes abafados.
A bromélia de zona quente e úmida como a floresta Amazônica
e Mata atlântica aprecia alta umidade relativa do ar e seu ambiente
de viveiro e cultivo deve assim ser reproduzido.
Não quer dizer que
deva ser encharcado seu substrato, mas a umidade do ar pode ser feita por
nebulizadores.
Para cultivo caseiro, borrifar sobre a planta longe do sol
também ajuda.
Vriesia e Nidularium apreciam ambientes mais úmidos.
As pragas mais comuns às bromélias também são
as mesmas das outras plantas ornamentais, como cochonilhas, pulgões,
aranha vermelha, lesmas e lagartas.
A aplicação de sulfato de
nicotina ou óleo de nim é uma solução ecológica
e eficiente.
Podemos controlar as lesmas com uso de iscas atrativas em potes
no canteiro ou viveiro.
Para canteiros em casa, espalhar cinza de lareira
ou fogão ao redor, não prejudica as plantas e repele as lesmas.
Ambientes úmidos em viveiros são lugares para aparecimento
de fungos.
A opção de usar fungicidas é de cada viveirista,
mas o amador deve evitar. São venenos que fazem mal à saúde
e ao meio ambiente.
Quando notar aparecimento de fungos, retire do local a
planta para evitar transmissão à produção, lavar
com água e sabão as folhas (sabão comum) enxaguando bem
e deixa-la à sombra de quarentena.
O uso de chá de alho costuma
ser eficiente.
Neste artigo estamos incluindo fichas técnicas das plantas que foram
citadas:
É só clicar no link que será encaminhado para o grupo pertencente à planta
pesquisada.
1. Catopsis
2. Cryptanthus
3. Guzmania
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