Ficha Técnica:Cordyline terminalis
Texto e fotos da Eng.Agr.Miriam Stumpf.

Nome Botanico:
Cordyline terminalis (L.) Kunth
Sin.: Asparagus terminalis L.
Nomes Populares :
Dracena, cordiline, dracena vermelha
Família :
Família Ruscaceae
Origem:
Originário
da Índia e Malásia
Descrição:
Planta arbustiva perene de folhagem ornamental.
A altura que pode
atingir é variável, de 1,50 a 2,80 metros, conforme a região
e a fertilidade do solo.

O caule é cilíndrico, de cor escura,
com marcas de folhas anteriores.
As folhas são grandes estreitas
ou largas, verdes, verdes com listras vermelhas, cor de vinho, consistência
coriácea.
As de folhagem cor de vinho são bem brilhantes.
As flores são pequenas, brancas ou na cor rosa, reunidas em inflorescência
do tipo racemos mas não têm importância ornamental.
As
flores são intensamente perfumadas, com odor de mel, principalmente à tarde.
Este arbusto pode ser cultivado em todo o país, inclusive nos lugares de frio mais intenso.
Modo de cultivo :
Seu cultivo deve ser à sombra ou meia sombra,
principalmente as de folhas cor de vinho, que apresentam queimaduras
de cor marrom quando ficam ao sol.
Na sombra adquirem cor intensa, sendo excelente adição
em maciços verdes.
O solo de cultivo deve ser fértil em material orgânico com muito boa drenagem.
Se plantado em canteiro, abrir um
buraco maior que o torrão, colocando no fundo mistura de adubo animal
de curral bem curtido com composto orgânico.
Retirar a muda do saco
de cultivo e acondicionar o torrão no buraco, preenchendo as laterais
com a mesma mistura de substrato.
Observar quando retirar o torrão
do recipiente, se as raízes estiverem enroladas, procurar soltá-las
do substrato para que cresçam de forma adequada.
Se a muda tiver
porte grande, usar um tutor temporário de sarrafo ou bambu, amarrando
a planta de leve no tutor, usando um cordão em formato de oito para
não estrangular a planta.
Regar depois do plantio. Regar periodicamente
sem encharcar o substrato.
Este arbusto poderá ser cultivado em vasos, inclusive em interiores
iluminados de luz natural ou por lâmpadas.
Usar um vaso com altura
superior a 0,60 metros, pois a cordiline tem a raiz principal longa.
Proteger
o interior do vaso com pixe deixando secar vários dias.
Colocar
no fundo britas e areia úmida ou então geomanta para diminuir
o peso do vaso.
Fazer mistura de adubo animal curtido, de gado ou de aves
com composto orgânico mais areia, na proporção de
1:4:1.
Se o adubo for cama de galinheiro, usar metade da proporção.
Colocar parte do substrato no fundo, acondicionar o torrão e preencher
o restante com a mistura. Regar a seguir.
Propagação:
Pode ser feita por sementes, mas a mais usada ainda é a propagação
por estaquia.
Retirar o caule deixando uma parte para rebrote na touceira.
Escolher um caule do meio ou do fundo da touceira, evitando deixar o visual
feio.
Limpar de folhas a base para poder enterrar. Colocar em areia úmida.
Quando notar que começa a se desenvolver, plantar com substrato
semelhante ao que recomendo para vasos ou no canteiro.

Paisagismo:
Cultivada em vasos, sozinha ou em conjunto com outras plantas, em grandes canteiros, junto a muros, é sempre uma boa opção para os jardins, pois não necessita de manutenção.
Algumas dracenas também podem ser cultivadas em interiores, principalmente as de folhas verdes.
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