Pequena história da Astrologia!

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A astrologia é uma ciência da observação e da sincronicidade(uma teoria de concordância entre um fenomeno observado no céu e um acontecimento terrestre).

Ela nasceu na antiguidade, partindo da observação dos ciclos das estações, dos movimentos planetários e das posições das constelações no céu.

Em cada singela substância encontramos um espelho vivo e perpétuo do universo – Gottfried Wilhelm von Leibniz – filósofo e matemático

universo astrologico

A história detecta provas do estudo dos astros na cultura babilônica, datada de 3.000 anos antes de Cristo.

Num tempo onde as comunidades eram essencialmente agrícolas, este conhecimento revelou-se um instrumento precioso para as plantações.

Os homens da antiguidade começaram observando o caminho da Lua e do Sol em sua jornada.

ecliptica

Observaram então que a órbita da Lua sempre passava pelas mesmas constelações, como se seguisse uma linha imaginária e nomearam a eclíptica.

Para melhor memorizarem estes aglomerados de estrelas, imaginaram formas familiares para as constelações e criaram os signos do zodíaco.

Ou seja, deram nomes a estes agrupamentos de estrelas – Áries, Touro, Gêmeos etc.

Observaram também que, além do Sol e da Lua, haviam outros corpos celestes se movendo na mesma trajetória da eclíptica, e passaram a nomear e estudar os planetas que fossem visíveis ao olho nu : Mercúrio, Vênus, Marte, Jupiter e Saturno.

Tudo era observado:as diferentes posições dos planetas nos diferentes signos e o efeito disto nas colheitas, boas e ruins.

Observavam as determinadas posições planetárias e guerras ou pactos de paz políticos que se sucediam.
Assim, nas primeiras civilizações da humanidade, astronomia, astrologia, matemática foram se desenvolvendo juntas como ciências.

As civilizações antigas foram crescendo, se tornando mais poderosas.

O conhecimento astrológico passou a ser restringido às escolas iniciáticas que formavam sacerdotes e sacerdotisas, para que melhor pudessem fornecer assessoria ao rei.

A astrologia, como conhecimento profético torna-se mais importante..

O rei procurava ao sacerdote para que o aconselhasse nas suas decisões: se devia casar, se os céus estavam favoráveis para o nascimento de um herdeiro, se o momento era oportuno para ampliar suas fronteiras, se os deuses estavam a favor do rei ou do inimigo.

Os sacerdotes, na realidade, eram homens de estudos que detinham o conhecimento das leis da natureza.

Suas palavras eram provenientes de sua sabedoria , mereciam respeito e uma admiração religiosa.
Seus conselhos, previsões e profecias deviam ser acertadas – caso contrário “cráu”.
E suas profecias provinham substancialmente da análise da posição dos planetas no céu do momento, assim como também de rituais divinatórios, como o sacrifício e análise do fígado de animais.

É próprio
ao ser humano atribuir características humanas aos objetos que lhe são familiares.

Em todas as culturas da história da civilização, seja de que parte do mundo for, os principais deuses da mitologia se relacionam com divindades associadas ao surgimento do universo e da vida (gêneses) e com os fenômenos celestes, principalmente o Sol – fonte de luz, calor e vida.
Temos Ra- o deus Sol dos egípcios, Inti – dos Incas, o Shamash da antiga acádia (América do norte), Utu o deus-sol dos sumérios, etc.

Para se lidar com o destino ou a fatalidade, ou ainda com as manifestações da natureza, nada como a divindade.

A astrologia mais difundida no ocidente hoje nos foi sintetizada pelos impérios gregos e romanos.
Dali que a mitologia grego-romana é uma das mais difundidas na civilização ocidental.

medalhao o sol

O panteão planetário transforma-se em divindades com virtudes e fraquezas humanas.

E, ao estudarmos os personagens destas mitologias, encontraremos as equivalências de significado simbólico astrológico.

Marte – o deus da guerra e da energia impulsiva,
Vênus a deusa do amor e da sedução,
Hélios – o Sol,
Selene a deusa romana da Lua,
Saturno – deus do tempo, e assim por diante.

Podemos dizer que a astrologia é usada há mais de 2 mil anos.
Ela não pode ser comprovada como ciência, dentro dos parâmetros científicos modernos – assim com não podem ser comprovados nesta modalidade, os fenômenos para-normais, ou ainda o fenômeno do amor.

Nada que pertença ao campo do imensurável, do invisível, do impalpável pode ser comprovado segundo as regras da cientificidade – nem mesmo o próprio mistério da vida em si.
Só sabemos que existe.